terça-feira, 1 de novembro de 2011

Capitulo 9 - Escontro inesperado...



Narração do David:
Elas entraram mas devido aos fotógrafos e jornalistas não as consegui ver. Concentrei-me então nas bancadas. Mas não via nenhumas gémeas. Parece que não é desta que a vou voltar a ver. Como pode pensar que seria?
- David, estas bem? – Perguntou o Ruben.
- Sim.
Elas aqueceram e jogaram. E tal como o mister disse elas tinham mesmo uma excelente coordenação, técnica e corpo… No entanto eu conhecia aquelas caras… mas não sabia de onde… Depois de voltarem a falar com os jornalistas e de darem umas respostas um pouco inesperada, seguiram para a área restrita… Nós seguimos o mister que também foi para a área restrita… vimos as novas atletas a ausentarem.
Seguimo-las até a máquina das águas…
- Muitos parabéns… - Disse o Ruben.
- Jogam muito bem… - continuei.
- Obrigada. – Responderam.
- Sem dúvida que foi uma grande aposta do clube. – Disse o Ruben.
- Uma grande aposta na modalidade ou nos equipamentos e nas atletas? – Perguntou uma delas.
- Desculpem. Não queria que me interpretassem mal. – Defendeu se o Ruben.
Eu conhecias aquelas caras não me eram estranhas…
- Na boa. Afinal é o que todos pensam. – Respondem uma delas retomando a marcha.
- Desculpe, mas eu conheço-vos.
-É provável. Afinal entregas te me a tua camisola em Janeiro.
Eu olhei o Ruben…
- Não pode… - proferimos - nós…
Onde é que elas tinham ido? Perdemo-las mais uma vez. Como é que eu não as reconheci logo?
- Mano, onde é que elas estão?
- Não sei. – disse dirigindo me de novo para onde o mister tinha ficado.
O Ruben ainda falou mas não lhe percebi nada… o meu pensamento estava ocupado com aquela rapariga…
Chegamos junto ao mister…
- Meninos já falaram com as meninas? – perguntou logo o homem que estava com o Mister
- Mais ou menos… - respondemos
- Joana… Leonor… - chamou elas
Boa agora vai pensar que queremos obrigar a falar connosco.
- Sim mister… - disse uma aproximando-se.
- Não sei se já conhecem… David… Ruben… - disse apresentando-nos e olhando para ela
- Leonor… - disse ela…
- Sim, é a Leonor. – ela nos cumprimentou
- Bem, cheguei, mister. Desculpe a demora…
- Na boa, só queria apresentar-vos o Ruben e o David. - voltou a dizer
- Ah, prazer. Joana Mendonça. - disse dando-me um beijo na face e seguidamente ao Ruben
- Fiquem á vontade. - disse o nosso mister, afastando se com o outro homem
- Bem. Acho que vos devemos um pedido de desculpas… - disse o Ruben
- Ah?! Porquê?
- Nós não queríamos que vos chamassem, não pensem…
- Ah, não. Obrigada, aquilo ali estava uma seca. – disseram juntas mas quase num sussurro
Acabei por sorrir.
A conversa fluiu e a cumplicidade foi aumentando.
- Então abandonaram Barcelos atrás de um sonho? – Perguntei recordando que também eu tinha abandonado a minha cidade em busca de um sonho.
- Atrás do sonho de conhecer o Ruben Amorim… E o David Luiz. – disseram a meias
- Então isso significa que vão regressar a Barcelos?
- Espero visitar Barcelos muitas vezes… - disse uma
Narração da Leonor:
Depois daquela conversa e de os termos feito ver que afinal era natural que nos conhecessem, o nosso mister chamou-nos para falarmos com alguém. Lá fomos nós, e depois de uma conversa sem o menor assunto de interesse, o mister lá nos chamou. Eu sai primeiro, enquanto a Joana ficou a assegurar o barco.
Cheguei junto ao mister, e percebi que ele queria que nos conhecêssemos o David e o Ruben. Bem, antes conhece-los do que estar numa conversa secante. Ele lá nos apresentou e hesitou em apresentar-me. Acabei por ser um a apresentar-me. A Joana apareceu logo e depois de um pequeno diálogo o treinador deles afastou-se com o nosso mister. Ficamos á conversa e acho que até tivemos alguma empatia… Ainda brincamos com eles e trocamos contactos… Depois afastamo-nos. Mal o nosso treinador nos deu autorização para nos ausentar-mos, nos assim o fizemos.
Apanhamos o metro para o centro da cidade e andamos por lá a passear, a tirar fotos… quando o meu telemóvel começa a tocar…
Pego nele e vejo a mensagem que acabara de entrar.
‘’De: David 23   
Olá, gostei muito de vos conhecer.
Um dia deste podemos combinar algo, que acham?
Beijo. David.’’
Mostrei a mensagem á Joana…
- Bem, não os encontras te na estação… mas sempre os encontraste. – Provocou-me logo.
- Goza. Mas sempre podíamos aproveitar para eles nos assinarem as camisolas…
- Que interesseira… - disse logo picando-me.
- Até parece…
- Ta bem. Mas para ficarem com a camisola autografada não é necessário sair com eles… Basta ires assistir a um treino.
- Oh… Mas também não conhecemos cá ninguém…
- Ah, e achas que dizer que és amiga do David Luiz e do Ruben Amorim ajuda.
- Convences te me.
- Eih, tu fazes o que quiseres… Tu é que sabes… além disso, ele mandou a mensagem para ti…

*Esperemos que gostem...
               Manas BC*

sábado, 22 de outubro de 2011

Capitulo 8 - 180º graus...




- Nós somos do clube.
- Joana e Leonor?
- Exactamente. – Respondeu a Joana.
- Tem aqui os vossos cartões. Precisam sempre deles.
- Ok.
- Boa sorte.
- Obrigada – agradecemos.
Iniciamos o caminho para os balneários seguindo as setinhas… mas ainda conseguimos ouvir o porteiro…
- Elas são idênticas…
Olhamos nos e começamos a rir…
Chegamos aos balneários entramos equipamo-nos. Já estava a prender o cabelo quando…
- Achas que vai correr bem?
- Tens duvidas? – Perguntei.
- Tenho.
- Não tenhas. Anda lá. – Disse ajudando a prender o cabelo. Ela colocou a fita no final.
- Vamos?
- Vamos. – Disse respirando fundo.
- Descontrai.
Entramos no pavilhão e a rede estava montada. Olhamos e não vimos ninguém. Por isso pegamos numa bola e começamos a dar toques, realizando um pequeno jogo entre nós.
- Estou a ver que não vos posso deixar a sós 2 minutos.
Paramos imediatamente e ficamos muito quietas. Mas a bola fugiu um pouco de nós e ai a Joana despachou-se apanha-la e a devolve-la.
- Desculpe. – Dissemos as duas.
- Estava a brincar. Eu sou o Pedro, o vosso preparador físico e massagista.
- E eu sou a Marlene, a vossa treinadora. – Disse entrando.
- Prazer. – Dissemos.
- Bem, vocês são idênticas. – Sorrimos.
- Como vos distinguimos? – Disse a nossa nova treinadora.
- Não distinguem. Não temos nenhuma diferença – disse a Joana.
- Terão de confiar em nós. Ou tentar diferenciar as nossas personalidades. – acabei por dizer.
- Mas os nossos pais ainda andam a estudar essa hipótese. – Disse a Joana.
- Ok. Lá teremos de confiar em vocês. – Disse a Marlene.
- Nós temos equipamentos diferentes. – Disse a Joana
- Quando usarmos o do clube. Vem os nomes atrás. – Continuei.
- Muito bem. – disse o Pedro - vamos fazer uns joguinhos, vocês contra nós?
- Ok. – respondemos
- Começam vocês. - Disseram passando a bola.
A Joana foi a servir e o jogo não levou muito tempo. Acabou 25-10. Ganhamos.
- Vocês jogam mesmo bem. – Disse o Pedro.
- Obrigada. Vocês também. Embora um pouco… desorientados. – Concluiu a Joana.
Depois disso estivemos no escritório, a ver e combinar os horários, ver os dias de jogos e marcar a apresentação, e os respectivos exames.
No final do treino, regressamos a casa e demos de caras com os nossos pais á porta do prédio, corremos para eles. Começamos logo a matar saudades e logo depois subimos carregados de tralha e mais tralha… Deixamos tudo meio espalhado pela casa e fomos passear um pouco por Lisboa, afinal eles tinham de regressar ainda nesse dia… Vida de dentista e cabeleireira não permite ausências muito duradouras… Ainda por cima o meu pai tinha uma conferencia… Aproveitamos o dia e no final lá nos despedimos e voltamos para o apartamento…
Os dias foram passando e o dia da apresentação chegou… Estava nervosa, ainda por cima, não tinha os pais cá a assistir. Chamem-me lamechas, mas estava habituada a ter os meus pais por perto. Sim, é uma nova fase da nossa vida, um dia teria de acontecer mas custa sempre…

Narração do David:
A época terminou e a time não conseguiu alcançar mais que um 3º lugar. Desde que a nossa vida pessoal ficou exposta nas revistas cor-de-rosa, baixamos o rendimento. Por mais que nos digam que a vida pessoal não pode atrapalhar a profissional. Isso nunca acontece. Mas o que não tem remédio, remediado está. Agora tínhamos era de manter a cabeça levantada e pensar na pré-época e na próxima época. As férias tinham acabado.
Depois de acordar, arranjei-me e estava a tomar o pequeno-almoço quando alguém toca a campainha, quando vejo quem é através da câmara, nem quis acreditar. Era a Raquel. Como é que á uns meses não conseguia estar longe dela nem 1 minuto e agora nem a posso ver? Ignorei. Coloquei um pouco de música brasileira e aproveitei para fazer uns exercícios… O meu telemóvel começou a tocar… Vi que era o Ruben, baixei o volume da aparelhagem e atendi.
- Oi… - Disse- bom dia mano.
- “Bom dia. Que me dizes de um jantar, logo com a equipa?”
- Por mim – disse… e a campainha tocou.
- “Eu deixo-te em paz. Vai lá abrir a porta.”
- Não, deixe estar, á pessoas que não valem a pena. Tens companhia para almoçar?”
- “Não… Devia?”
- Não sei, quer vir almoçar cá. Depois seguimos para o treino.
- “Ta bem, na falta de companhia melhor.”
- Pobre e mal agradecido. Fico á tua espera.
-“Até já”.
- Até já mano.
Desliguei, fui preparar o saco e quando vou a fecha-lo vejo o cascol do Benfica, cascol que uma adepta de Barcelos me deu. Recordei o momento… ela era linda, mas dificilmente a voltarei a ver novamente. Fechei o saco e dirigi-me para o banheiro. Tomei um banho refrescante e quando regressei ao quarto aquele cascol reteve novamente o meu olhar. Dobrei-o e coloquei-o no bolso de fora do saco. Arranjei-me e fui preparar o almoço. Estava a pôr a mesa quando o Ruben tocou á campainha. Abri e depois de uma breve saudação seguimos para a cozinha onde ele acabou por pôr a mesa, enquanto eu botava um olhinho á comida.
- Tás a ficar um verdadeiro dono de casa. – disse-me
- Na falta da donzela… Tive de me fazer á vida… - respondi-lhe.
 Ele encolheu os ombros e perguntou-me se já tinha visto os jornais de hoje. Como ele já esperava a minha resposta foi “Não”. Ele informou-me que ia buscar o laptop e que já voltava. Quando regressou…
- David, que fizeste ao cascol? – perguntou 
- Tá no saco.
- Pensei que te tinhas desfeito dele.- disse num tom de alivio.
- Secalhar era o que devia. Mas não consigo. Secalhar se a vir já não a reconheço.
- Ela mudou mesmo a tua vida…
- Pois. Depois daquele jogo nada foi igual. Mas acho que cresci. Valeu a pena.
- Bem… o Benfica vai criar uma equipa de volei de praia. Pode ser que as raparigas até sejam simpáticas.
- Ou não. Só espero é que o mister não nos arraste para lá.
- Pois, também não tou cabeça, mas elas são de Barcelos.
- E a probabilidade de serem as donas dos cascóis é quase nula.
- Pois, realmente. – Ele disse fechando o portátil. – Isso ainda demora?
- Já vai mano. Calminha… - desliguei o fogão e levei o tacho para a mesa.
Almoçamos ao ritmo de uma boa conversa. No final levantamos a mesa e seguimos para a caixa. O treino era á porta aberta. O primeiro treino de porta aberta. Ainda a procurei nas bancadas mas foi em vão. O que valeu é que o treino correu lindamente, este ano, ninguém nos para. Quero dar tudo por tudo. Quero voltar a vê-la. Quero que ela festeje cada golo da equipa. Cada vitória do clube. Quero poder dar o melhor de mim em cada jogo. Quero levar este clube a ser campeão. Quero ser campeão. Estes são os meus desejos para a próxima época que aí vem. Que em breve vai começar. Quero brilhar. Quero ser feliz ao menos profissionalmente.
O treino acabou com a vénia habitual e estava a dirigir-me para o balneário quando o mister nos alcançou e nos pediu para passarmos no seu gabinete. Tomamos banho e depois de me arranjar sai em direcção ao seu gabinete. O Ruben já lá se encontrava. Sentei-me e o mister iniciou o assunto que queria falar.
- Sinto-vos abatidos. E escusam de negar, mas as mulheres são a nossa desgraça. Mas, se ocuparmos o tempo, ocupamos a cabeça e rapidamente esquecemos. Por isso, amanhã vão comigo assistir á estreia da equipa de volei do Benfica…. – ele continuou a falar mas eu não prestei a mínima atenção. Não tava com cabeça para jogos de volei, ainda por cima apresentação. Há sempre muitos jornalistas. O Ruben tocou-me e eu despertei…
- David, posso contar contigo?
- Claro mister. Pode contar comigo. – disse tentando safar-me.
- Contigo minimamente animado… – graçou o Ruben
- Convosco animados. Não quero mais boatos na imprensa. – afirmou o Mister.
- Mister, mas… - tentei intervir
- David. Nada de mas… Não têm culpa, mas isso tem de acabar.
- Mister, podemos ir? – perguntou o Ruben.
- Sim, podem. Vemo-nos amanha no pavilhão.
- Até amanha. – proferimos saindo daquele gabinete a 7 pernas.
Saímos e seguimos até aos carros sem proferir uma palavra. Segui até casa onde me depositei no sofá, fiquei a olhar o teto, até que o meu telemóvel começou a tocar. Retirei-o do bolso e abri a mensagem do Ruben. “Oi mano… Não te atrases para o jantar. Até já” Abri uma mensagem em branco… “oi manz. Não tou numa te estar com o pessoal. Preciso de ficar só. Vemo-nos amanhã na apresentação de volei. Até amanhã.”
Não sei quanto tempo fiquei ali… sei que o cansaço se apoderou de mim e dirigi-me para a cama onde rapidamente adormeci.

Na manha seguinte acordei e depois de me arranjar tomei o pequeno-almoço, sem a mínima vontade de sair de casa, muito menos para ir assistir aquela apresentação. Meti-me dentro do carro e segui para o pavilhão… juntando me assim ao pessoal.
Estava no meu canto…
- Mano, no mundo da lua? – Disse o Ruben.
- Não, ‘tava só…
- Anda, mas é…
Entramos e ficamos na primeira fila da bancada, juntamente com o mister, outros jogadores da time, e atletas de outras modalidades. Ainda cruzei o olhar com a Telma Monteiro, mas não me apeteceu iniciar uma conversa.
- Mister, quem são as atletas? – perguntou o Ruben
- Leonor e Joana Mendonça.
- Irmãs? – questionei.
- Gémeas… Têm uma coordenação fantástica….
- E então onde estavam escondidas essas pérolas?
- Na modesta cidade de Barcelos.
- Barcelos?! – disse não acreditando
- Sim David, uma cidade portuguesa, do norte, pequena. O Gil Vicente FC é dessa cidade. – disse fazendo-me sentir ignorante
Eu sei onde é Barcelos. Isto significa que estas atletas são aquelas que eram faladas no artigo que o Ruben leu.
- Sim, já me lembro. – disse tentando disfarçar
Fiquei atento a todas as raparigas. Havia a hipótese dela ter vindo pelo menos ver a apresentação, se fossem conhecidas...
Narração da Joana:
Espreitei e vi que o pavilhão estava cheio…
- Meninas, daqui a pouco entram para a mesa. Trocam umas palavras acerca de vocês da vossa história. Depois aquecem um pouco e o jogo inicia, e depois no final dão umas palavrinhas aos jornalistas. – disse-nos a Marlene
- O que e que lhes dizemos? - perguntou a Leonor um pouco nervosa
- Respondem as perguntas deles. Com calma, e serenidade. Vocês safam-se.
- Obrigada. – respondi
Respiramos fundo e depois saímos. As pessoas todas as olhar-nos, as objectivas todas viradas para nós. Odeio ser o centro das atenções, não esperava tanta gente, nem tanta imprensa. Lá chegamos até á mesa…
A treinadora começou a falar, o preparador físico igualmente e eu mantinha me alheia aquela conversa. Ainda estava em choque com a enchente no pavilhão.
A Leonor começou a falar, eu intervi em alguns temas e aquilo passou. Depois da seca de ter os jornalistas apontados todos a nos, começamos a aquecer.
Depois iniciamos um pequeno jogo e no final ai tivemos de trocar umas palavras…
- Joana, como conseguem ter tanta coordenação?
- Ah… não sei. Talvez por vivermos juntas á 17 anos que já nos conhecemos bem demais.
- Acham que esta aposta tem futuro?
- Claro, porque não haveria de ter. Cada vez mais se deve apostar noutros desportos… - respondeu a Leonor.
- Isso foi um ataque ao futebol? Ao dinheiro que se gasta em futebol?
- Não ataquei ninguém. Só acho que também á outras modalidades que devem ser exploradas. Além disso, eu gosto de futebol. E se fosse contra dificilmente pagaria para ir ver futebol.
- E o equipamentos? Não vos afecta o facto de serem reduzidos?
- Quando vai ver um jogo de futebol vai ver o jogo, a técnica, e o show, ou vai ver o equipamento dos jogadores e esperar que estes tirem a camisola? – Respondi.
- Vemos que apesar de serem jovens tem uma mentalidade e uma responsabilidade muito evoluída. Desejamos lhe muita sorte.
- Obrigada. – Respondemos.
Nós saímos para a área mais restrita e quando nos aparecem o David Luiz e o Ruben Amorim á nossa frente, paramos, para de seguida retomar-mos a marcha e ocuparmos um lugar ao lado da Marlene e do Pedro.


 * Esperemos que gostem...
                 Manas BC*


terça-feira, 18 de outubro de 2011

Capitulo 7- A partida .



Entramos no comboio e passado horas chegamos á capital.
- Procura bem… Olha que ele pode estar por aí… - disse para a Leonor.
- Tu falas, falas. Mas também querias um autógrafo…
- Será? – Inquiri.
Apanhamos um táxi, e fomos até á agência Remax, buscar a chave e a morada do apartamento onde iriamos viver.
- Boa estadia.
- Obrigada. – Respondemos.
Voltamos a apanhar um táxi lá lhe demos a morada. Entramos no apartamento e bem, pousamos as malas, arrumamos algumas coisas e depois fomos até á universidade.
- Bom dia meninas.
- Bom dia.- Respondemos.- Pode-nos dizer onde é a secretaria?
- Claro, meninas. É ali á frente.- Disse apontando.
- Obrigada. – Respondemos.
Seguimos até a secretaria.
- Bom dia…
- Bom dia…
- Viemos entregar os papéis por causa de sermos desportistas…
- Ah, são as meninas de Barcelos, que viraram como atletas do Benfica.
- Exacto. – Respondi.
- Onde estão os galos?
- Em Barcelos… - disse a Leonor tentando ser astuta.
- Bem os papéis já estão entregues. Penso que está tudo certo.
- Sim. Está tudo pronto. Até qualquer dia…
- Até qualquer dia. – Respondemos e saímos.
Ainda vagueamos pela universidade… perdidas em sonhos e desejos… quando alguém nos interrompe.
- Olá.
Apanhamos um susto.
- Olá – respondemos olhando um rapaz um pouco mais alto que nós, moreno, com olhos verdes e um sorriso magnifico.
- Eh páh, vocês são mesmo iguais.
- Dizem que sim. – Respondemos.
- Ainda bem que não tão vestidas de igual, senão pensava que andava a ver a dobrar.
- Não te preocupes porque nunca andamos vestidas de igual.- Disse a Leonor.
- Facilita imenso. Mas são novas por cá?
- Sim. Viemos viver para Lisboa e somos universitárias.
- Eu sou o Eduardo. Sou aluno desta universidade.
- Leonor.
- Joana.
- Prazer – Disse cumprimentando-nos.
- O prazer é nosso.
- Então e são de onde?
- Barcelos. – Disse.
- Galo de Barcelos – tentou elucidar a Leonor.
- Mas isso é Porto, Braga?
- Braga, sim. – Respondeu a Leonor.
- Ai que mudança. Já visitaram a cidade?
- Não. E ainda temos de ir as compras. Visto que no apartamento não á nada que se trinque.
- Se quiserem a companhia de um lisboeta.
- Dava-nos muito jeito. Se não te importares.
- Podemos ir a pé e assim vêem um pouco da cidade. Vivem onde?
- Alvalade.
- Ok, então se calhar é melhor apanharmos um metro depois saímos antes dos estádio passamos pelos estádio e depois seguimos.
- Boa.
- Vão viver sozinhas?
- Sim. Os nossos pais ficaram em Barcelos e nós viemos.
- Mas não conhecem cá ninguém?
- Conhecemos te a ti. – Disse a Leonor.
- Se precisarem de alguma coisa digam. Eu e os meus pais temos todo o gosto em ajudar-vos.
- Esperemos que não seja necessário. Mas obrigada.
- Mas já sabem.
- Olha, e tu vives onde?
- Infelizmente… Alvalade.
- Infelizmente?
- Sim, era muito melhor se fosse em Benfica.
- Ah isso.
- Ah isso sim. Vocês são de que clube?
- Do Benfica.
- Então podemos ir até ao estádio da luz.
- Não te importas?
- É claro que não.                                                           
Narração da Leonor:
Seguimos para o estádio. Dirigimo-nos á porta 18 e vistamos o estádio. Ele parecia ainda maior. 
- Gostaram do estádio?
- É óbvia a resposta.
- Pois tens razão. Pergunta parva.
O meu telemóvel começa a tocar.
- Sim.
- ‘É a menina Leonor Mendonça?’
- Sim a própria.
- ‘ Era para informar que os treinos começam amanha de manha. Algum problema?’
- Não. Eu aviso a minha irmã.
- ‘ Obrigado. Então vemos nos amanha.’
- Até amanha. – Desliguei.
- Quem era? – Perguntou a Joana.
- O treinador. A dizer que amanhã já temos treino.
- Fixe. - Respondeu
- Treino? Treinador?
- Ainda não tinhas perguntado porque é que viemos para Lisboa. – disse a Leonor. – E a razão é o vólei.
- Vólei. Muito bem. Temos jogadoras então.
- Jogadoras do Benfica. – Disse eu.
- Do Benfica? – Nós assentimos. – Do Benfica, Benfica?
-Sim.
- Vocês são as manas Mendonça?
- Sim. Como é que sabes? – Perguntou a Joana muito curiosa.
- A minha mãe é que vos vai treinar. E o meu pai e o vosso preparador físico e massagista.
- Ah bom. Parece que os teus pais nos vão ajudar, afinal.
- Pois, mas será que podemos aproveitar a gentileza deste cavalheiro para nos ajudar a fazer compras?
- Claro. A um minimercado em Alvalade. Podem fazer as compras lá. E 2 braços sempre dão jeitinho.
- Então vamos? – Disse.               
Andamos então por aquelas ruas e lá encontramos um minimercado. Fizemos as compras mais importantes. E claro, copos, pratos e talheres descartáveis. Carregamos tudo até casa.
- Bem-vindo. – Disse a Joana.
- Cuidado. Ainda só chegamos hoje. Por isso não ligues as malas.
- Há vontade. – Disse ele.
O resto do dia foi calmo. Muito calmo. Passado em arrumações, ainda fomos novamente ao minimercado, pois não tínhamos trazido nem metade do que íamos precisar… A noite chegou e nós rendemo-nos ao cansaço.
Acordei cedo. Fui até ao quarto da Joana, mas ela ainda dormia. Já sentia saudades dos nossos beliches. Daquela birra por ambas queremos dormir na cama de cima. Ela parecia a um anjo a dormir. Fechei a porta calmamente arranjei-me e entretanto ela chega a porta do meu quarto.
- Bom dia…- disse animada.
- Bom dia – respondeu me ensonada.
- Veste-te para tomar-mos o pequeno-almoço.
A Joana obedeceu-me e foi arranjar-se. E apareceu na cozinha com os 2 sacos de treino.
- O meu ainda não ta pronto.
- Já ta. Levas o equipamento verde. Ta bem?
- Ta óptimo.
Sentamo-nos a tomar o pequeno-almoço. Colocamos a conversa em dia. Como se ela não estive-se. Depois enquanto eu arrumava a loiça a Joana foi até ao quarto quando chegou a minha beira.
- Deixa que eu termino.
- Ta tudo bem?
- Óptimo. - Disse substituindo me no lugar começando a lavar a loiça que ainda faltava.
No final pose-mos pés ao caminho ainda apanhamos o metro e lá chegamos ao pavilhão onde iriamos treinar.
- Bom dia meninas.
- Bom dia. – respondemos.
- Que fazem por aqui. Isto é restrito ao público.

* Esperemos que gostem...
                            Manas BC*