domingo, 16 de outubro de 2011

Capitulo 6 - Despedida

Narração da Joana:
A Leonor acordou e depois de uma conversa breve dirigiu-se para a casa de banho com o objectivo de tomar banho… e cá para mim, para se mentalizar que tem de fazer as malas…
Afinal vamos viver em Lisboa. Mas também não sei como vamos levar tudo o que vamos precisar para baixo. Alguma solução irá aparecer.
Toc toc…
- Posso? – Perguntou a minha mãe.
- Claro… - Disse enquanto me acabava de vestir e começava a pentear o cabelo.
- Eu e o vosso pai já tratamos de tudo. E agora só falta fazerem a mala.
- Oh mãe… Mas nós não vamos conseguir levar tudo que é preciso em pequenas malas.
- Oh… vocês vão na sexta…. Levem o necessário para esse dia… no fim-de-semana, nós levamos outras coisas… Acho que se vão safar, não?
- Não sei. Tou a começar a ter receio…
- Ei calma. Qualquer coisa têm sempre a casa dos papas. – Disse abraçando-me e reconfortando-me.
- Miminho só para a mais nova! E a mais velha? – Disse a Leonor entrando no quarto.
- Anda cá… - disse a mãe.
- Meu Deus. Ainda não sei como vou aguentar estar longe de vocês…
- É a vida. – Disse eu.
- Agora também adoptas-te essa expressão? – Perguntou-me a Leonor.
- Ao que parece. – Respondi… Prendi o cabelo.
- Leonor, veste-te… Vamos fazer as malas…- disse a minha mãe.
- Ai meu deus… - Disse a Leonor dramatizando
A minha mãe sai e a Leonor começou a arranjar-se…
Deitei-me na cama a folhear um jornal…
- Nem estejas com ideias… Eu não vou fazer as malas sozinha…
- Eu não penso esquivar-me. – Disse levantando-me.
Saí do quarto e fui ao sótão buscar todas as malas e mochilas grandes que dessem para levar… Entrei no quarto.
-Olha, levamos agora a roupa que usaremos agora, e as coisas mais importantes… Os pais depois levam o restante.
- Boa… e queres começar por onde? – Perguntou-me…
- Selecciona as roupas que mais usamos. Eu vou ver os objectos que vamos precisar…Pode ser?
- Vai lá… Afinal vamos ter de levar quase tudo. – Disse tentando reconfortar-se…
Recolhi os nossos carregadores de telemóveis… Portáteis, carregadores de portáteis, máquina fotográfica, secador, etc… cheguei ao quarto, coloquei numa mala, ainda coloquei algumas peças de roupa dentro para que fosse mesmo cheia…
- Eu estou a ver que isto vai ser mesmo complicado… - disse a Leonor.
- O que é fácil não tem piada. – Disse.
- Pois. Pois.
- Meninas, então como vai isso? – Disse o meu pai espreitando pela porta.
- Complicado… Não vamos conseguir levar quase nada…
- Levem o essencial. Nós depois no sábado vamos lá baixo e levamos a vossa roupa tudinha…
- Quem te ouvir falar até pensa que é muita… - disse a Leonor
- Somos duas… Vestimos a dobrar. – Completei.
- Pois. Pois. – Disse ele. – Venham comer…
- Sim, já vamos… - disse a Leonor.
- Eu já venho… - sai, fui até a casa de banho.
Quando voltei…
- Podemos colocar já isto na mala... – Disse a Leonor.
- Podes ir comer. Depois fazemos isto. – Respondi.
- Tem de ser feito e tem. Assim sempre adiantamos. – Disse ela sorridente.
- Então vamos lá… - começamos a colocar as coisas…- Leonor, estas camisolas tem de ir já? – Perguntei olhando para as camisolas que tínhamos recebido no jogo em Janeiro…
- Claro. Sei lá se um deles não vai estar na estação. – Disse ela convicta.
- Espera sentadinha.
- Oh. Pensamento positivo! - rimos
Enchemos malas e mais malas com roupa, ainda enchemos alguns caixotes com acessórios, malas, sapatilhas, livros… Apesar de não podermos levar tudo, assim os nossos pais não tinham o trabalho de empacotar tudo.
Descemos…
- Então, tudo pronto? – perguntou o meu pai.
- Quase. – Respondeu a Leonor
- Deixamos já algumas coisas empacotadas para que depois só tenham de carregar. – Completei o que ela tinha dito.
- Ok. Mas agora comam.
Sentamo-nos e tomamos o pequeno-almoço… Depois recebemos uma mensagem do pessoal, saímos para a rua e vimos o pessoal todo… Começou a música ‘‘DZRT – Feeling’’. Começou toda a gente a dançar…
- Boa sorte, meninas… - gritaram no final…
- Obrigada. – Dissemos.
Eles abraçaram nos… ainda dançamos todos juntos…
- Não podiam ir embora sem nós nos despedi-mos de vocês – Disse o Guilherme.
- Ei só vamos sexta. – Disse.
- Já esta sexta?! – Perguntaram.
- Sim. Mas nós regressamos. Para umas noitadas com o pessoal. O acampamento continua de pé.
- Ai se não tivesse. – Disse o Manel.
- Agora podíamos era ir beber um copo… - sugeriu o Guilherme.
- Ok. Vamos lá… Mas temos de ir a casa. – Disse.
- Vai lá. Trás a minha bolsa.
Regressei a casa, peguei nas nossas bolsas, avisei os nossos pais e saí. Juntei-me ao pessoal e seguimos até ao nosso local de convívio. Divertimo-nos muitíssimo com o pessoal. Ainda jogamos umas partidas de bowling. E depois lá regressamos a casa.
Os dias passaram e era a altura de entrarmos no comboio para irmos para Lisboa. Era a sexta-feira da mudança. A sexta-feira D.
Nós mal nos despedimos dos nossos pais… Se á coisa que a família Mendonça não gosta é de despedidas.

*Esperemos que gostem. 
                         Manas BC*

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Capitulo 5 - Casamento ?!


 Chegamos a sala de cima…
- Olá Filipa. – Disse a Joana vendo-a e voltando a olhar para a televisão.
- Olá família… - disse ela…
- Então Filipa, que te traz por cá?
- Vim entregar os convites do meu casamento aos meus queridos tios e primas. – Disse ela sorridente.
- Casamento?! – Perguntamos todos juntos
- Sim, estou noiva. – Disse exibindo o anel do dedo.
- Vais casar com quem? – Perguntou a Joana.
- Com o meu namorado. – Respondeu ela.
- Desculpa. Vais casar com o namorado Carlos, ou com o namorado Tiago? – Disse cinicamente.
Afinal nos últimos anos andara com os 2. Apresentara os 2 a família. Nem sei como conseguia.
- Querida, a inveja….
- A inveja é um sentimento muito feio. – Completou a Joana.
- Exactamente. Vou casar com o Tiago.
- E o Carlos? – Perguntou o meu pai.
- O Carlos segue a sua vida. – Respondeu rapidamente.
- Muito bem. Fico muito feliz por ti. – Disse a minha mãe.
- Obrigado tia. – Disse abraçando a minha mãe. – Bem, estão aqui os convites. Confirmem. Eu tenho de ir entregar os outros. Xau.
- Xau. – Disse eu e a Joana.
Ela saiu.
- Bem, que lata. – Disse eu.
- Podes querer. Apresentou os dois namorados a família, e agora que um a pediu em casamento, acaba com o outro, se bem que eu duvido que acabe. Ela vai ter marido e amante. – Disse a Joana.
- Joana, não digas isso da tua prima… - repreendeu o meu pai.
- Oh pai. É verdade. Ela não se contenta com um.- Defendi eu.
- Francisco, elas têm razão. A Filipa não é flor que se cheire. E até é bom elas comentarem e verem. Assim elas não fazem o mesmo.
- Mãe. Espero que não penses uma coisa dessas. Nós nunca faríamos isso.
- Se bem, que nem temos namorado.
- Mas vão ter…
- Duvido. – respondemos juntas, o que nos levou a rir
Os dias passaram rapidamente, afinal não tínhamos aulas, eram só actividades. Não houve mais notícias da noiva Filipa, nem da ida para Lisboa.
Chegou o dia do baile. O último dia como alunas do secundário.
Acordamos e começamos logo a preparamos nos para o almoço da turma. Vestimos um vestido leve, umas sandálias e fomos até á quinta dos pais do Guilherme, o delegado de turma.
Arranjamo-nos e seguimos até lá.
Durante o almoço tivemos sempre animação propiciada por nós. E tinha chegado a altura de eu e a Leonor apresentamos o resultado da votação para a entrega dos óscares. Subimos uma atrás da outra. E como estávamos em família, sentimo-nos super bem.
- Olá pessoal…
- Oi people.
- Não fiquem já aflitos. Porque não estão a ver a dobrar. Somos mesmo 2.
- Iguais.
- Iguaizinhas. Mas vamos lá aos óscares porque a comidinha está á minha espera.
- Na categoria de brincalhão…  - disse a Leonor… iniciando a descida com o óscar.
- O óscar vai para… o Guilherme. – Disse com entusiasmo e as palmas e gritos ouviram-se.
Continuamos com a entrega… No final comemos a comida que teve que esperar…  A meio da tarde la nos despedimos e eu e a Leonor seguimos até casa,  ainda tivemos deitadas na cama, a tentar descansar.  Já perto da hora do baile, levantamos nos vestimos nos arranjamos nos. Os vestido, eram curtos, e iguais embora de cores diferentes.  Um era cor-de-rosa forte e o outro era um cor-de-rosa mais suave, mais subtil. Entrançamos o cabelo numa trança de 5 pontas, a terminar em lados diferentes. Assim já nos distinguiam. Maquilhamos nos e lá seguimos até a escola. Justamos nos com os respectivos pares pousamos para as fotos e finalmente entramos no anfiteatro.
Eu e a Leonor depois circulamos pelo pessoal. Tiramos fotos e mais fotos com o pessoal da turma e com os amigos fora da turma…
- Meninas a apresentação vai começar… - disse a nossa professora de física, relembrando nos que tínhamos de subir para o palco.
Subimos, posicionamo-nos. Dançamos e no final uma rapariga da outra turma começou a cantar. Descemos e começamos a petiscar, acabando com um copo na mão e todo o mundo a dançar ao ritmo da música. 
- Joana, é verdade que ides para Lisboa? – Perguntou me o Manel.
- Sim, é verdade. Eu sei que vais ter muitas saudades minhas. E para além disso, eu sou a Leonor.
- Mas a Leonor…
- Sim eu…
- Desculpa. Vou sentir saudades tuas.
- Oh que querido. Ias dizer que gostas da Leonor, não?
- Joana… - disse tentando saber se era mesmo eu.
- Claro. Tu nunca te enganas, ias-te enganar hoje.
- Não.
- Então…
Surge a Sofia que o leva para dançar… Bem nem valia a pena chatear-me, afinal nela já não e defeito é feitio.
Dirigi-me até a mesa das bebidas e peguei numa garrafa de água.
- Água, sempre podias beber uma cola com limão… - comentou um rapaz. Não liguei…
O baile correu como qualquer outro. No final estávamos á espera que pai nos viesse buscar quando a nossa professora de educação física veio falar connosco.
- Meninas, já soube que vão para o Benfica. Muitos parabéns, e sejam felizes.
- Obrigada Sora. – Respondemos.
Encaminhamo-nos para a saída e lá vimos o nosso pai. Entramos no carro.
- Então meninas… Sozinhas? Não precisavam de ter escorraçado os rapazes, eu não lhes ia fazer mal.
- Sim pai. Já devias saber que ninguém nos quer. – Disse a Leonor.
- Os rapazes nestas idades só querem…
- Pai, nós sabemos… - disse a Joana, fazendo o terminar por ali a conversa.
- Ao menos divertiram-se?
- Muito. – Disse
Não estava a ser totalmente sincera. Mas também não estava a mentir.
- Pai, podemos ir para casa. É que pode parecer que não. Mas estou cansada. – Disse quase implorando
- Sim, princesa… Eu levo-a ao seu castelo. – Brincou ele.
- Obrigada. – Respondi
Dirigimo-nos para casa, e depois de esquivar-nos as perguntas casamenteiras da nossa mãe, lá aterramos na cama…
Narrado por Leonor:
Na manhã seguinte…
Acordei e a Joana já tinha tomado banho, estava a colocar o creme…
- Bom dia… - disse olhando-a.
- Bom dia. – Respondeu ela. – Olha a mãe disse que era melhor começarmos a preparar as malas para Lisboa.
- Ai que aventura… - desabafei.
- Não queres ir?
- Quero. Claro que quero. – Disse levantando-me. – Mas fazer malas, e tão… secante.
- É a vida. – Respondeu-me.
- Tens a certeza que queres ir? – Perguntei a medo…
- Tenho… Vamos e para além de sermos jogadoras de vólei, vamos nos formar no que sempre sonhamos…
- Pois é… Parece mentira…
- Mas é verdade.
- Para não falar que podemos ir ver os jogos do nosso benfas… e rever o 5 e o 23…
- Cala-te. Já o vês na televisão. – Respondeu-me.
- Seja como for, há possibilidade… Bem, vou tomar banhinho… para depois desencantar uma ajuda da mamã, para fazermos as malas.
- Vai lá.

* Esperemos que gostem. desculpem o atraso na postagem, mas com a escola é mais dificil de disponibilizar tempo para a escrita... Mas vamos tentar ser mais rapidas... Beijos... 
 Manas BC*

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Capitulo 4 - A decisão..


- Chegaram. – Disse a minha mãe vendo-nos entrar.
Fomos até á cozinha, o nosso pai estava lá a ajudar a nossa mãe.
- Tenho uma coisa a dizer…
- Já tomas-te uma decisão, filha? – perguntou a minha mãe
- Sim… Eu decidi… - olhei a Leonor
- Sim? – perguntaram todos
- Eu… Espero que os pais nos deixem ir para Lisboa.
- Ah?? – a Leonor ficou perplexa.
- Mas é claro que deixamos.  – Disse o meu pai que juntamente com a minha mãe nos abraçavam.
- Então temos de tratar da universidade, da casa, das malas… - disse a Leonor entusiasmada.
- Ei, calma. Nós tratamos disso. Vocês descansem porque depois ficam nem os papas para vos fazer a papinha… - disse o pai.
- Oh, não as assustes. – Disse a minha mãe.
- Então se os pais tratam disso tudo. Nós vamos comprar a roupa para o baile de finalistas… e para o último jantar de turma. – Disse a Leonor.
- Uma pessoa fica aqui a tratar das coisas para elas, e elas vão as compras. – Disse o meu pai fazendo se de amuado.
 - Oh… deixa as ir… afinal depois elas é que vão ter de tratar de tudo. Deixas as aproveitar os últimos dias…depois sempre vamos nos ver livres delas…
- Ta explicado… mas se se querem ver livres de nós. Nos vamos já, já as compras… e com um pequeno patrocínio no nosso pai querido podemos ficar lá mais tempo, e vocês podem começar a habituar-se… - disse a Leonor.
- Não abusem. – Disse o meu pai puxando da carteira, lá nos deu o cartão.
- Obrigada, paizinho. – Disse a Leonor.
- Dá graxa dá. Juízo. Não me levem a falência.
- Quem nós? Até parece… -disse eu. – A culpa é das lojas….
Saímos, e depois de coloca-mos os capacetes, seguimos para o centro da cidade, Barcelos. 
Caminhamos pelas ruas da cidade, espreitando montras, e conversando acerca da decisão que tínhamos tomado, e do que ela implicaria.
Entramos finalmente na loja que nos estava em mente, a ‘Love’.
- Bom dia. Precisam de ajuda? – Disse a funcionária aproximando-se.
 - Bom dia. Nós procurava-mos 2 vestidos iguais, mas em cores diferentes. – Disse a Leonor.
- Para um baile de finalistas. – Completei.
- Muito bem. Preferem curto ou comprido?
- Curto. – Respondi.
- Tamanho?
- M – dissemos as duas. – Médium.
Ela começou a percorrer a loja recolhendo vestido, e mais vestido e quando finalizou começou a mostrar-nos. Decididamente seleccionamos logo 2. Seguimos para os provadores onde cada uma vestiu um modelo. No final colocamo-nos em frente dum espelho e escolhemos logo.
- Este. – Dissemos ao mesmo tempo.
- Sim. Vocês são mesmo decididas. Esse sem dúvida é mais subtil.
- A outra cor. – Pedi, pois teria de verificar se também me ficava bem.
Entrei novamente no provador, troquei de vestido evoilá.
Sem dúvida que já tínhamos vestidos. Vestimos novamente a nossa roupa e dirigimo-nos para pagar… Lá passamos o cartão.
- Vocês são mesmo iguaizinhas. – Comentou a funcionária.
- Dizem que sim. – Respondemos juntas.
- E têm razão. Muito obrigada pela visita, voltem sempre.
- Obrigada. – Pegamos na saca e saímos…
 Andamos mais um pouco e entramos na Mango, andamos e desandamos até que encontramos uns vestido muito floridos e coloridos, muitos leves, e com um ar campestre. Pegamos em 2 e seguimos para os provadores. Experimentamos e parece que a escolha tinha sido certeira. Pagamos e agora faltava o calçado.
Caminhamos e entramos na sapataria que tinha logo a seguir. Ainda namoramos umas sapatilhas mas tínhamos a noção que tínhamos de levar sandálias… Então solicitamos a ajuda de uma funcionária, exibimos os vestidos que tínhamos comprado anteriormente e ela nos mostrou sandálias e sapatos que ficariam bem, em tamanhos 37.
Apesar de não adora-mos sandálias e até mesmo sapatos, lá escolhemos alguns, experimentamos e acabamos por comprar iguais, mais uma vez.
Narração da Leonor:
Depois da árdua tarefa de comprar os vestidos, faltava ainda os sapatos. Não é que eu não goste de fazer compras, porque adoro, mas já estava a ficar cansada. A escolha do calçado até foi rápida, depois de pagarmos colocamos tudo na mesma saca e regressamos imediatamente a casa, aos nossos aposentos.
Entramos em casa, e os nossos pais não se encontravam em casa, subimos para o quarto, e a Joana dirigiu-se logo para a cama e adormeceu pouco depois.
Peguei no estojo das unhas, subi para o meu beliche e comecei a arranja-las…
A Joana dormia dormi-a serenamente, devia estar mesmo cansada… Fiquei a admira-la… Pouco tempo depois a minha mãe bate á porta…
-Já chegaram? – Perguntou. – Posso falar contigo?
-já. – Disse descendo do beliche. – É melhor lá fora que a Joana está a dormir.
- Ok.
Dirigimos nos até á sala.
- Mãe, diga lá o que queria falar comigo.
- É sobre a Joana.
- Passa-se alguma coisa? O que é que eu não sei? – Disse ficando preocupada.
- Não. Calma, não se passou mais nada. É só que… Leonor, eu sei que vocês são muito ajuizadas, umas excelentes alunas, nunca me deram problemas, são muito educadas, muito amigas… - disse muito pausadamente.
- Mãe onde é que quer chegar com esse discurso?
- Sabes que eu vos adoro, e vocês para mim ainda são umas bebés, e vão para a capital, longe de mim…
- Oh mãe, algum dia teria de acontecer. Se não fosse para Lisboa, seria para outro sítio.
- Eu sei, Mas sabes que custa sempre.
- Mãe, eu percebo. Mas não me parece que seja só isso.
- Não é Leonor. Promete-me que vais estar sempre ao lado da Joana.
- A mãe acha que eu não estaria?
- Leonor, as coisas podem mudar, e eu tenho medo de que a Joana não aguente as perguntas, ou até mesmo a imprensa acerca da …
- Mãe, não se preocupe. Nós protegemo-nos sempre. Ninguém vai descobrir nada. E quando descobrirem enfrentaremos tudo e todos, sempre juntas.
- Então é aqui que vocês estão… Joana, o meu cartão? – disse o meu pai entrando na sala.
- Lamento papai. Mas é que… que…
- Joana? O que é que vocês fizeram?
- É que… EU NÃO SOU A JOANA. – disse alto
- Desculpa lá. Eu quero o meu cartão. E já agora saber se ainda tenho dinheiro na conta…
- Pois, em relação a isso…
- Leonor…!!! – Disse o meu pai ficando preocupado.
- Não se preocupe que ainda tem plafom… Não gastamos assim muito.
- Espero bem que sim. – Disse ele… - A Joana?
- Ta no quarto a dormir.
- Estava a dormir. Houve alguém que gritou que não era Joana. – Disse a Joana entrando na sala.
- Desculpa maninha.
- De que me servem as tuas desculpas… Ai… - disse mostrando que estava de mau humor.
Sentou-se no sofá e ligou a televisão. – Reunião de família, sem a minha presença?! – Disse olhando-nos.
- Eu só estava a perguntar pelo meu cartão. – Disse o meu pai.
Ela olhou-nos.
- Eu estava a perguntar como tinha sido as compras… - respondeu a minha mãe.
- Normais.  – Ela ajeitou-se no sofá…
A campainha tocou.
- Eu vou. – Disse correndo em direcção á porta. Pois sabia que se ela me, confrontar-se eu não iria conseguir mentir.
Cheguei á porta. Abri…
- Olá priminha… - disse a minha prima Filipa.
- Olá. – Respondi.
Era o que mais faltava. A minha prima toda muito produzida e armante e a achar-se superior a toda as outras.
- Onde está a senhora tua mãe?
- A senhora tua tia está lá em cima… - disse olhando de alto a baixo.
Bem, esta minimamente apresentável.
- Vou subir. – Disse já nas escadas.
Fechei a porta e subi com ela.

Esperemos que gostem... '')
Manas BC*

sábado, 17 de setembro de 2011

Capitulo 3 - A proposta...



- Prazer. -Disseram elas – E obrigada.
-Nós, somos a Leonor e a Joana Mendonça. – Disse a Leonor.
- Eu sei. Eu gostaria de falar com os vossos pais… eles não vieram ver o torneio?
- Com os nossos pais? – Perguntou a Joana.
- Não eles não vieram.
- Então fazemos assim. Eu vou falar com os dirigentes do Benfica. Mostrar lhe uns vídeos vossos… Passem na casa do Benfica de Braga amanhã e já vos poderei dar algo novidade… que pode ser boa – disse piscando o olho.
- Ok… Nós faremos isso.
- Prazer.
- Prazer.
- Ai o que foi isto – disse a Leonor.
- Ele quis dizer que temos a probabilidade de entrar para a equipa do Benfica, e quem sabe sermos juntas uma equipa do Benfica?
- Sim acho que sim…- sorri
Ela sorriu também…
O dia correu normalmente no fim do dia voltamos para casa e contamos o que aconteceu aos nossos pais…
Narração da Leonor:
Os nossos pais quiserem acompanhar-nos até á casa do Benfica… Chegamos e mandaram-nos esperar no escritório.
Finalmente o Senhor entrou. Sentou-se…
- Bom dia. – Disse sentando-se.
- Bom dia. – Respondemos todos.
- Temos muito boas notícias. Se quiserem são já atletas do Benfica. Basta assinarem este contracto. – Disse pondo na secretária dois molhos de folhas.
- Existe um problema. – Disse o nosso pai.
- Um problema? – Perguntou o Senhor.
O meu pai lá explicou a doença da Joana… E no final…
- Isso não é problema algum. Mas entrará nas observações… - disse o Senhor prontamente.
Pegamos nos contratos e voltamos para casa com a promessa que iriamos pensar…
- Meninas, façam o que acharem melhor. Nós apoiamos-vos em tudo. – Disse a nossa mãe.
Eu e a Joana subimos para o quarto. Ela atirou o contrato para a secretária. Deitou-se no beliche, colocou os phones e ficou pensativa…
Sentei-me na secretária e comecei a ler o contrato. Terminei de o ler e estava a pensar nos prós e contras quando sinto a Joana pôr-se a pé e começando a trocar de roupa…
- Onde vais?
- Correr.
- Posso ir?
- Claro. – Sorriu.
Troquei de roupa com ela e lá fomos correr…
Narração da Joana:
A corrida fazia-me bem. Ajudava-me a por as ideias em ordem. O contrato era excelente mas tinha um problema. O meu problema que mais tarde ou mais cedo iria ser falado. Eu ainda não estava preparada. Mas também não podia dizer que não, este contrato é muito importante, é a realização de um sonho da Leonor e meu também… Estava a chegar a casa. Tinha de tomar uma decisão. Mas qual? Porque é que escolher é tão difícil?
Olhei para a Leonor que corria a meu lado… Respirei fundo. Parei…
- Que foi? – Perguntou-me a Leonor.
- Já me decidi. – Disse retomando a corrida.
Entramos o portão…
- E aceitas ou não?
Entramos em casa…
- Oh, diz lá…

Esperemos que gostem...
Manas BC

sábado, 10 de setembro de 2011

Capitulo 2 - Mataram um inocente...



 No autocarro o David não esquecia aquelas duas caras… O Ruben desperta-o…
- Conhecias as raparigas?
-Não. Mas não me importava de conhecer… Elas eram…
- Lindas… eu sei… pensei, como foste logo a elas entregar a camisola.
- Eu as tinha visto no plasma ao intervalo… e quando as vi…
- Então lá se vai a minha esperança de a voltar a ver.
O Ruben tal como o David tinha as achado magníficas e por isso gostava de as voltar a rever…
O telemóvel do David começa a tocar…
Ele atende…
- ‘Olá amor…’
-oi…
- ‘Jogas te muitíssimo bem… estou muito orgulhosa.’
- Brigado.
-‘ Tou á tua espera…’
- Tou a caminho… beijo… te amo…
- ‘Te amo… beijo.’
Desligou a chama.
- Mano, conta-me lá essa história do galo…
- É simples.
- Barcelos fica na rota do percurso de peregrinação a Santiago de Compostela, em Espanha. E a lenda diz que um peregrino passou pela cidade entrando numa pensão pedindo cuidados, mas não tencionava em dormitar. Quando a dona da pensão se apercebeu de tal coisa, expulsou-o. Depois acusou-o de a ter roubado… E ele inocente perante o juízo quando o estava a condenar á forca, e com um banquete em cima da mesa…disse… ‘’ é tão certo eu estar inocente como esse galo cantar quando me estiverem a enforcar’’   o certo e que o galo se levantou e cantou…
- Mataram um inocente… - disse o David.
- Não. – Interrompeu o Fábio. – O juiz como viu que se tinha engano e o homem estava inocente, correu para a forca e o homem tinha-se salvado por um nó mal dado.
- Então, ele salvou-se…
- Sim, e continuou o caminho até Santiago.
- É uma história bonita… Mas se Barcelos é tão conhecido por causa disso porque é que nunca tinha ouvido falar?
- Nós portugueses temos a mania que o que é bom é o de fora…
- Tou a ver que vou ter de regressar a Barcelos. – Disse o David.
- Então quando regressares devolve o cascol á galinha. – Picou logo o Fábio.
- Galinha? Não percebi. – Disse o David.
- Oh moço. Barcelos cidade do galo. Então ela é galinha.
- Ok já percebi. Mas quem disse que foi uma ela?
- Foi um ele!?! David acabas te de desiludir todas as tuas fãs.
- Cala-te e dorme. – Disse o David dando lhe um safanão.
O Fábio encostou se ao seu banco e descansou. Eles fizeram o mesmo
 O Ruben passou o resto do caminho a ouvir música e a recordar o curto dialogo que teve com ela…
Chegaram a Lisboa, cada um dirigiu o seu carro. O Ruben foi para casa deitou se e adormeceu com a imagem delas no pensamento…
O David chegou a casa e tinha a sua namorada, Raquel, á espera…
Em Barcelos…
Elas chegaram do jogo… colocaram música e ainda dançaram muito contentes… tinham recebido as camisolas dos seus jogadores preferidos… Embora não fossem muito de ligar as revistas cor-de-rosa… Elas gostavam mesmo era de os verem jogar…
A Joana tira o telemóvel para o por na sua secretaria e vê que tem uma mensagem…
- Parece que amanhã não vamos poder ia ao treino…
- Não? – Pergunta a Leonor sem perceber…
- Temos ensaio das coreografias tanto em grupo com a pares para o espectáculo do final do ano.
- Ao menos estamos com o pessoal. – Diz a Leonor.
- Com o pessoal e com o Manel – insinuou a Joana.
- Deixa-te disso… Além disso nós somos iguaizinhas… Se eu tiver apaixonada tu também terás de estar…
- Que piadinha… Somos bem diferentes… O meu equipamento e preto e o teu e rosa…
- Grande diferença … - começaram-se a rir…
Lá prepararam os sacos para o ensaio… as mochilas para as aulas e foram-se deitar… Na manhã seguinte… Fazem a sua rotina, assistem as aulas, e no final do dia ficam a treinar com a turma as coreografias no meio de brincadeiras e picardias amigáveis com a turma…
No final regressaram a casa e devido ao cansaço que traziam mal se deitaram na cama adormeceram…
Os dias foram passados calmamente, muita coisa mudou… A vida da Joana mudou, a alegria da Joana desvaneceu… 
Em Lisboa, as coisas também mudaram um pouco… A vida pessoal dos jogadores da equipa principal de futebol do clube da Luz anda em tudo o que é imprensa. Parece que luzarda de vento passou na Luz e arruinou, deitando a baixo a maioria dos relacionamentos amorosos existentes no plantel do clube…
Barcelos e Lisboa estavam agora num mesmo estado… Num estado de destruição pessoal…
Com isto tudo os dias foram passando, as semanas seguiram-se, e os meses passaram… Chegando assim ao mês de Junho… a ultima semana de aulas…
Elas chegaram dos treinos. Deram um beijo á mãe e a Joana foi logo para o quarto.
A mãe ficou triste não gostava de ver assim a Joana.
- O treino correu bem? – Perguntou á Leonor que se encontrava com ela já na cozinha…
- Sim. Normal. – Disse pegando em 2 maças.
Sai da cozinha mas mal vais a passar da porta, vira-se…
- Mãe…?
- Sim…
- O pessoal da turma vai sair logo á noite. Eu e a Joana podemos ir?
- Claro que sim. Desde que tenham juízo.
- Sim mãe…
- E a Joana quer ir? Ela anda tão em baixo.
- Ela não sabe mas quer. Além disso ela sabe que se não for eu também não vou. E ela era incapaz de me deixar presa em casa e triste de propósito.
- Vê lá o que fazes.
- Eu tenho juízo mãe. – Diz a Leonor lançando uma maça ao ar dirigindo-se para o quarto. A Joana estava de phones no seu beliche. A Leonor sobe.
- Pega lá. - Disse-lhe dando lhe uma maça, dando de seguida uma trinca na sua.
- Obrigada.- Disse pegando na maça e dando uma trinca.
A Leonor sobe para o seu beliche.
- Falei com a mãe. Ela deixa sair-mos logo a noite. Já podes começar a pensar no que vestir.
- Não me apetece ir.
- Mas vai estar lá o pessoal tudo. E é junto á praia, e no final já sabes que termina com uma fogueira e muita música.
- Não me apetece.- Disse descendo do seu beliche.
-Se não fores, eu também não vou.
A Joana começa a desfazer o saco do treino.
- Isso é chantagem.
- Cada um faz o que pode.
A Joana sai e põe o equipamento na roupa para lavar.
- Ok, eu vou.
- Eu sabia. Que roupa levas?
- Não sei. - A Leonor despacha se logo a abrir o armário.
- Tem calma, sim menina Leonor.
A Joana sabia que a irmã queria ir e também não a queria fazer sofrer mais do que ela já sofre. Juntas lá escolheram a roupa que iam levar.
A mãe vai ao quarto para as chamar.
- O jantar está pronto.
- Que dizes? Estamos giras?
- Sempre vão sair?
- Vamos. – Respondeu a Joana. – E sim mãe, temos juízo, temos cuidado com as bebidas, com o condutor…
- Tratamos de nos divertir e de fazer um bom jogo amanhã – completou a Leonor.
- Então estão perfeitas.
Elas abraçaram-se á mãe e deram-lhe um beijo na face, uma de cada lado.
- Vamos comer?
Seguiram as 3 para comer e o pai já estava na mesa a espera delas.
- Sempre vão sair?
- Sim.
-E sim já sabem tudo. – Disse a delas.
- Tamos bonitas? – Perguntou a Leonor.
 - Vocês são bonitas. Mas sim estão muito bem. Bem demais. Acho que vou ter de ir também tomar conta das meninas.
- Oh pai. – disse a Joana.
Elas abraçaram-no e deram-lhe um beijo.
- És sempre bem-vindo. Além de que precisamos da tua boleira. Para lá. – disse a Leonor.
-E para cá. – Concluiu a Joana.
- Sim? – Pediram as duas.
- Sim. Mas é hoje que vou conhecer os vossos namorados?
- Sempre a despachar-nos. Nem parece que gosta de nós.
Sentaram se todos e começaram a jantar. A Joana foi a primeira a terminar. Pediu para se levantar da mesa e foi para o seu quarto.
- Vê-la se animam a tua irmã.
- Vamos fazer por isso.
A Leonor levanta-se e segue para o quarto…
- Pronta? – Pergunta ao entrar no quarto.
- Sim. Ajuda-me só a encontrar o meu tele… - dizia a Joana enquanto levantava as almofadas. – Encontrei. Já podemos ir.- Disse tentando parecer animada.
O pai levou até ao bar da praia… Elas juntaram se ao resto do pessoal e o pai regressou a casa…
A noite para a Joana foi longa… Por mais que tentasse parecer animada. Ela não estava…
A Leonor ligou ao pai, já passava muito da meia-noite, para as irem buscar…
- Então que tal correu a noite?
- Foi fixe. – Disse a Joana prontamente.
- Ainda bem que se divertiram.
Chegaram a casa… a Leonor aterrou na cama…
A Joana ainda fez o saco para o dia seguinte. E só depois e que se deitou.
No dia seguinte, tinham o torneio de voleibol como uma das actividades da escola…
Elas lá foram para a escola equiparam-se… e foram ter com o pessoal da turma…
- É para ganhar...- disse a Rute, uma amiga delas.
- Não me parece. Ainda estou cansada de ontem.- Disse a Leonor encostando-se á bancada…
A Joana pega num pouco de água e atira-lhe…
- Olha nem penses que vais ir a dormir para o jogo. É para ganhar… - disse a Joana pegando com ela.
A Leonor que já algum tempo que não a via assim levantou-se…
- Desculpem meninos mas temos de ir aquecer… - disse a Leonor levantando-se
Elas lá foram aquecer…
Os jogos começaram e elas entregaram os seus pertences aos colegas de turma que se encontravam na bancada e seguiram para o campo onde iriam defrontar a primeira equipa.
O torneio começou e elas ganharam. Tinham jogado muito bem… elas abraçaram-se e vêem festejar com os amigos até as bancadas…
Estão todos a felicita-las a elogia-las até que…
- Parabéns. – Diz um desconhecido chegando perto delas.
- Obrigada- disseram ao mesmo tempo.
- Vocês não me conhecem. Eu sou o olheiro do Sport Lisboa e Benfica. E gostei muito de vos ver jogar.


Espero que gostem...

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Capitulo 1 – A troca


(Narrador)
- Meninas… - gritou a Madalena
- Sim… Já vamos – gritaram elas
No quarto…
- Nem acredito que o Benfica vai jogar com o Gil, o nosso Gil… - disse a Leonor colocando o cascol do Benfica
- Parece mentira… - conclui a Joana – Vamos?
- Claro…
Descem as duas…
- Estava a ver que não… - diz o pai, pegando na máquina de filmar - Para mais tarde recordar?
- Claro -responderam juntas
O pai apronta-se e começa…
- 3…2… - diz o pai
-1 – concluem as gémeas.
- Olá… - diz a Joana. – Sabes que dia é hoje?
- Claro… 18 de Janeiro de 2009.
- Dia muito importante… - sublinha a Joana
- O Benfica vem a Barcelos jogar com o Gil. – Gritam as 2
- Por isso temos de ir… - diz a Leonor
- Não podemos perder nem um minuto…
O pai desliga…
- Vamos lá…
Elas entraram no carro e lá seguiram para o estádio da cidade de Barcelos entraram pela para a parte benfiquista enquanto os pais foram apoiar o clube da terra, o Gil Vicente.
Elas lá entraram, sentaram-se nos seus lugares sem trocarem uma palavra…
Na chegada ao estádio da cidade de Barcelos, os jogadores do Benfica ficaram admirados com a recepção…
No autocarro...
- Nunca tinha ouvido falar em Barcelos… - disse o David ao Ruben mas o Fábio ouviu
- David… Como podes ver não é uma cidade muito grande. – disse o Fábio
- Sim. Mas parece bonita… - respondeu o David
- Alguma cidade portuguesa é feia? - perguntou o Ruben
- Não. Não conheço nenhuma feia… Mas porque é que a cidade esta cheia de galos?
- És mesmo brasileiro. Barcelos é conhecido pelo galo de Barcelos. Um símbolo de Portugal reconhecido no mundo.
- Ah, porquê um galo?
- Meninos, vão sair… Encontramos nos no balneário. Ainda quero dar-vos uma palavrinha. – Disse o treinador ao microfone.
- Sim, mister. – responderam todos
- Eu depois conto-te a história… - disse o Ruben num sussurro
Eles entraram para o balneário, onde se equiparam. O Mister ainda foi lá dar-lhe umas palavrinhas… Em menos de nada, eles estavam a subir ao relvado do estádio da cidade de Barcelos.
...
Mal a equipa do Benfica entrou o nervosismo por parte delas acabou, levantaram-se e começaram a cantar com o resto do estádio de cascóis a rodopiar… Apesar do jogo ser no estádio da cidade de Barcelos, e elas estarem no lado do Benfica, estavam felizes e demonstravam-no.
Sorriam uma para a outra e continuaram.
O árbitro deu início ao jogo… Elas concentraram se mas sem nunca perder a alegria de verem o seu clube e os seus jogadores preferidos a jogar na sua cidade natal.
A primeira parte do jogo foi calma…
- Queres beber? – pergunta a Leonor
- É preciso responder? – diz a Joana
- Não – ambas se riem
 - Eu vou buscar… não sei como conseguimos ser assim tão iguais…
- Nem eu… mas a verdade é que somos… -voltam a sorrir
A Leonor levanta-se e vai até ao bar buscar bebidas…
 O câmara que estava junto a elas achou as tão bonitas e como era um momento tão espontâneo colocou o no plasma…
O David que estava a saudar os adeptos do estádio por acaso calhou de olhar para o plasma e admirou… Achou-as lindas e espontânea…
- Vens mano? – disse o Ruben
- Claro. – recolheu ao balneário
A segunda parte teve inicio… elas estavam coladas no jogo mas nunca desfizeram os seus sorrisos…
O Benfica marcou um golo e elas abraçaram-se aos pulos… E mais uma vez o câmara colocou essa imagem no plasma… O jogo retomou e elas retomaram os seus lugares e a sua postura… O jogo acabou… Elas pularam, gritaram mas uma lágrima desceu-lhes pelo rosto… O Gil tinha perdido…
David Luiz e Ruben Amorim ao recolherem ao balneário passaram pela zona onde elas estavam… e elas estavam mesmo junto ao relvado… Eles admiraram-nas e num acto espontâneo tiraram a camisola e entregaram-nas…
- Obrigada. – Disseram elas.
- De nada… - responderam eles…
Elas em forma de agradecimento e ao mesmo tempo retiram os cascóis…
- É justo… jogaram muito bem. Parabéns – disseram ao mesmo tempo entregando-lhes os cascois. Eles sorriram e retornaram ao balneário.
Eles tinham admirado a atitude delas…  O David entrou no balneário com um sorriso nos lábios… e com o cascol na mão…
- De cascol? – Diz o Fábio Coentrão muito admirado
- Parece que sim… - disse o David olhando o cascol
Eles desequipam-se e seguem para o autocarro…

Esperemos que gostem.... 
Mary obrigado pelo comentario, o nosso primeiro comentario... XD. Espero que assim se consiga ler melhor, e que a história não desiluda... Beijos... 

Manas BC*

Personagens

Barcelos:
Família Mendonça:
Leonor e Joana Silva Mendonça são gémeas. Têm 17 anos e vivem em Barcelos. Têm os mesmos gostos, as mesmas filosofias e objectivos de vida. Elas são idênticas. São benfiquistas e grandes amantes de voleibol. Têm um estatura média, 1,67 m, com uns longos cabelos encaracolados.
Francisco Mendonça- Pai da Leonor e da Joana.  
Madalena Silva- Mãe da Leonor e da Joana. Uma mulher lindíssima com os seus 42 anos. Grande amiga das filhas, compreensiva, apaixonada pelo desporto. Benfiquista. 

Lisboa:
David LuizDispensa apresentações.
Ruben Amorim – Dispensa apresentações.