segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Capitulo 18- Dás-me um autografo?


Narração da Leonor:
Depois de ter ido buscar a camisola, seguimos para casa do Ruben.
Depois de o encontrar-mos na cozinha de avental a cozinhar ainda mandei uma boquinha, mas depressa assumi um lugar de ajuda na confecção do jantar. Afinal ele sozinho na cozinha não havia de dar muito bom resultado.
Enquanto eu vigiava a comida com o Ruben, o David e a Joana andavam a pôr a mesa e em ataques de cócegas…
Quando o jantar estava finalmente pronto, sentamo-nos e começámos a comer.
Começamos a comer…
- Eih, a comida até está boa… - disse a Joana sorrindo
- Claro, sendo feita por mim. – disse ele com ar de convencido
- Também, não precisa de se armar em convencido… - disse o David
- Oh, ele não está a ser convencido, está a ser realista.
- Ui… Ela a defender o amiguinho. - piquei-a
- Pois. Quando ele tem razão… - defendeu-o logo
- Pois, porque ele tem sempre razão. – disse o David muito sério
- Sempre não. Mas quase… - respondeu a Joana
- Cê é que sabe.
Acabamos de jantar… Eu e a Joana fomos para a cozinha arrumar tudo enquanto eles ficaram na sala a falar…
Narração do Ruben:
Não percebi os comentários do mano, mas não me preocupei  muito com isso, quando estivesse a sós com ele, esclarecia… Depois de jantar, elas ofereceram-se para arrumar tudo e eu não me opus, criando assim uma oportunidade para falar com o mano… Assim que elas passaram a porta e ficaram na cozinha definitivamente aproveitei a oportunidade…
- O que foi aquilo á pouco?
- O quê?
- Aqueles comentários.
- Não disse nada de mal.
- Não, mas não foi tudo na brincadeira.
- Quê que seja sincero?
- Claro.
- Que se passa entre si e a Joana?
- Isso são ciúmes?!
- Vai responde ou não?
- Somos amigos… Tas mesmo com ciúmes de mim?
- Não.
- Então o que é isso?
- Nada…
- Não me venhas com essa que não é nada. Tás com ciúmes. Agora de mim?
- Eu já falei que não era nada. - saiu disparado
Ele nunca me deixou a falar sozinho… Definitivamente passa-se alguma coisa… Será que ele gosta dela? Serão mesmo ciúmes?
- Sozinho? O David? – perguntou a Leonor, enquanto entravam na sala
- Teve de ir resolver um problema.
- Algo grave? – perguntou a Joana
- Não. Acho que não… Mas eu passo por casa dele quando vos for levar.
- Mas não vais levar-nos… - disse a Joana
- Nós vamos de metro. – completou a Leonor
- É que nem pensem. Eu tenho de ir a casa dele, deixo-vos em casa…
- Não é mesmo preciso, nós podemos ir de metro, não nos vamos perder.
- Não sejam teimosas, não custa nada…
- Teimoso estás a ser tu. Já dissemos que não é preciso.
- Eu não vou discutir convosco. – levantei-me – Vamos?
- Ok. – deram-se por vencidas
Saímos e depois de as deixar em casa dirigi até casa do mano, afinal tinha de esclarecer aquela atitude, que não é normal nele. Atrevo-me  a pensar que nunca o tinha visto assim, a ignorar a minha preocupação, a responder-me daquela maneira. Se aquela atitude foi resultado de se sentir ameaçado por mim, tenho de esclarecer tudo. Afinal eu e a Joana não temos nada, e nunca me passou pela cabeça que pudéssemos vir a ter… Cheguei finalmente á porta do prédio e antes de poder manifestar a minha presença, descansei a minha consciência, afinal independentemente do que ele sinta, quer ou pensa, a realidade é só uma. Não tenho nada a temer.
Narração do David:
Saí e dirigi até casa… Entrei e fui para o sofá e pensei em tudo o que aconteceu nestes últimos 3 meses…
Desde que a conheci que senti um carinho especial por ela… Ela mexe comigo de uma maneira que eu ainda não consigo explicar, mas quando estou com ela uma boa sensação acompanhada por um sentimento inexplicável, apoderam-se de mim deixando-me indefeso ao que me rodeia… Depois de a ver tão próxima do Ruben percebi que aquilo que sinto não é apenas amizade mas sinceramente algo mais profundo e sincero que me leva a pensar que é amor. Leva-me a pensar que finalmente, encontrei o amor verdadeiro. Nunca me tinha sentido assim, nunca tinha sentido ciúmes do meu melhor amigo, nunca tinha ficado assim com nenhuma rapariga. Mas ela, ela tocou-me, tocou-me no mais íntimo de mim, e mexeu comigo, e eu não suporto a ideia de ela estar com o meu melhor amigo. Não suporto a ideia de ela estar com alguém para além de mim.
Liguei a televisão para ver se me distrai-a um pouco de mim, dela… do efeito que ela tem em mim. Mas não dava nada de interessante na televisão. Depois de fazer zapping parei num filme, ou série, sei lá o que era aquilo, simplesmente fiquei ali a ver… até que tocaram á campainha. Levantei-me e nem me importei em ver quem era, dei ordem para o portão abrir e depois abri a porta… Quando vi que era o Ruben, voltei para o sofá, deitei-me e continuei a ver o que passava na televisão. Mantendo uma posição de insignificância para com a presença dele.
- David, agora vais me explicar o que se passou… - disse quase logo
- Não á nada para explicar. – disse sem tirar os olhos da televisão.
- Como queiras. Se não tens nada para explicar, explico eu. – ele desligou a televisão sentou-se e começou a falar.  – David, não sei o que se passa contigo. Mas se estas na onda da Joana, ficas já a saber que eu não ando, nem pretendo andar com ela. Somos SÓ AMIGOS. Ela falou comigo algo pessoal da vida dela, mas falou tendo me como amigo. Não passa disso. Nem ela nem eu queremos mais. David, se gostas dela avança, conquista-a, com calma. Ela é especial, mas está ao teu alcance. E podes contar comigo. Hoje e sempre. Nunca pensei que tivesses ciúmes de mim, eu que não tenho metade das tuas miúdas atrás, eu a quem ninguém me liga. David, repito, se gostas dela não te deixes levar pelos ciúmes, tenta conquista-la.
Ele calou-se ficou a espera da minha reacção. No entanto eu não tive reacção, eu não sei o que sinto, não sei porque falou com ele e não comigo, eu não sei o que fazer. As lágrimas começaram a cair, deslizando pela minha face.
- Desculpe mano, mas a vossa cumplicidade…
- Eih, não é preciso chorares. – disse abraçando-me. - Não és nenhum puto. E estás mais que desculpado. Só quero que percebas que eu nunca colocaria um amor acima da nossa amizade. Mulheres á muitas, amigos verdadeiros há poucos.
- Obrigado manz.
- De nada. Agora vê-la se arranjas uma desculpa para dares as raparigas, eu disse que tiveste de vir resolver um assunto. E elas ficaram preocupadas…
- Eu depois digo-lhes algo.
- Ok, não te esqueças. – disse descontraído -  Mas não me chegas te a dizer se estas mesmo interessado na Joana…
- Precisa que o diga.
- Não...
- Então estás á espera do quê?
- Que me digas o que vais fazer. Ou vais esperar que ela te caia aos pés?
- Não sei. Quer que faça o quê?
- Não sei. Mas acho que tu nisso ainda te safas… Agora eu vou ter de ir, que amanha temos treino. Por isso vê se não ficas a pensar demais nela… até logo… - disse saindo e batendo a porta.
Eu permaneci no sofá… pensando nela. Levantei-me, fui tomar um banho e depois de me deitar na cama, dei por mim a voltar a pensar nela, vendo-a a sorrir, imaginando a minha vida com ela…
Peguei no telemóvel e num impulso escrevi-lhe uma mensagem…
‘’ Para: Joana
Boa noite… desculpe ter saído sem vos avisar. Espero que durma bem.
Beijinho de boa noite.’’
Pousei o telemóvel e rendi-me á moleza… Não tardou muito a que adormece-se.
Acordei sobressaltado quando me apercebi que estava a sonhar com ela… Que estávamos juntos na praia, sentamos numa rocha, a ver o mar…
- Ai Davi, Davi. Estás completamente apaixonado. E agora? – disse para mim mesmo enquanto me calçava…
Fui até á cozinha, bebi um copo de leite e depois voltei para a cama. Mal me deitei, peguei naquele cascol que ela me deu… Peguei nele e deitei-me com ele, como qualquer miúdo que adormece agarrado ao seu peluche. Dormi que nem um anjo e quando acordei, acordei bem-disposto. Tomei um duche, vesti-me sempre com ela no pensamento. Mas ela não me sai da cabeça ou quê?
Peguei no saco, e no telemóvel e na carteira e sai para Seixal.

*Esperemos que gostem...
                                     Manas BC*

sábado, 19 de novembro de 2011

Capitulo 17 – Provável…



- Olha que estamos no quarto dele, podes sempre roubar-lhe uma camisola…
- Este é o quarto dele, então significa que aquele cascol ali foi o que eu lhe dei…?
- Provável. – Acabei por não confirmar. Mas eu sabia que o era, o David não comprou um cascol e sempre que estava nervoso, ou receoso com um jogo, ou noticia, ele fazia-se acompanhar por aquele cascol.
- Vocês guardaram os cascois?! – Perguntou indignada.
- Não era suposto? – Fiquei admirado com aquela pergunta dela.
- Eu nunca pensei que vocês guardassem…
- Por quem nos tomas?… DAVID – Chamei.
Narração do David:
Depois daquele confronto entre elas fiquei um pouco assustado. Eu nunca as tinha visto a discutir. Mas depois de ouvir a Leonor a explicar que ela tinha como objectivo por a Joana a desabafar com o Ruben, fiquei mais descansado. O Ruben é um excelente conselheiro, ouvinte e acima de tudo amigo. Continuamos a arrumar a cozinha e quando finalizamos ficamos á conversa. Desde a família, a como elas se estavam a habituar á vida em Lisboa…
- DAVID… - Gritou o Ruben.
- Parece que Secalhar é melhor irmos lá… - disse.
Levantamo-nos e andamos á procura deles, até que me lembrei que estariam no meu quarto… e parece que não me enganei.
- Ei, sempre encontraram a caminha, é mais confortável. – Disse entrando.
- Olha onde foste buscar aquele cascol? – Disse logo a Joana.
- Foi uma rapariga no estádio da cidade de Barcelos, que me deu, quando lhe entreguei a camisola. Por acaso a rapariga até era bonita, e durante imenso tempo pensei se a iria voltar a ver…
- Oh mano, não vais dizer que estas apaixonado pela miúda...
- Não... Ela perguntou, eu respondi, néh?!. – Respondi.
Ela levantou-se e aproximou-se de mim esticando-se e dando me um beijo na face.
- Obrigada por não o deitares fora. – Proferiu.
- Não era capaz disso. Ele é como um amuleto. Quando não sei que decisão tomar, ou quando me sinto inseguro, ele esta sempre lá para mim.
- Sabes que os cascois que nós vos entregarmos foram os nossos primeiros cascois, comprados na nossa primeira ida ao antigo estádio do Benfica. – Disse a Leonor.
- Bem, vocês não poupam a meias… Dão logo o vosso primeiro cascol.  – Disse o Ruben.
- Nós dávamos tudo por a vossa camisola… - disse a Leonor.
- Então acho melhor ir ver se não me levas nenhuma… - Acabei por dizer.
- Ela não mexeu nada. – Disse o Ruben.
- Ui, não mexeu nas minhas coisas, ou não mexeu onde cê queria que ela mexe-se? – Piquei o Ruben.
- Ah ela mexeu no que devia. – Respondeu-me.
- O Ruben não estejas aí a meter ciúmes ao David. Não mexi em nada. Nada que não seja meu. - Disse ela.
Ouvi-la dizer aquilo fez-me recordar todos os momentos que passei com ela. E ficar com a certeza de que nutria por ela algo mais que amizade. Que aquela amizade que transparecia.
- Bem, agora temos de ir para casa fazer o jantar, não pensem que vou cozinhar para esta gente toda… - disse o Ruben
- Bem, vamos lá senão arriscamo-nos a ficar sem jantar. – Disse a Leonor.
- Sim… Vamos, mas a Leonor ainda tem de passar em casa.
- Encontramo-nos em minha casa então.
O Ruben saiu e elas saíram para a sala e eu troquei de roupa mas perdi-me de seguida em pensamentos a olhar o cascol dela…
- AINDA DEMORAS?? – gritaram, interrompendo os meus pensamentos
- Já cá estou. Vamo?
- Tava a ver que não.
Saímos… Dirigi até ao apartamento delas. Subi com elas…
- Bem, já volto. – correu corredor fora
- Bem onde é que ela vai com tanta presa? – perguntei.
- Foi buscar a camisola do Ruben, para ele a autografar. – respondeu a Joana.
Fiquei a olha-la sem lhe responder… Fiquei a admira-la. Ela estava decididamente a mexer comigo, a sua maneira de ser, deu cabo da imagem que eu idealizava como sendo a da miúda que me deu o cascol. Conseguiu surpreender-me deixando as minhas defensas totalmente em baixo, deixando-me envolver, deixando me entrar neste sentimento ao qual colocam o rotulo de ‘Amor’.
- Já a tenho, vamos? – Disse a Leonor
- Vamos lá. – respondeu ela.
Descemos, entramos no carro, e lá fomos até a casa do Ruben.
Estacionei o carro, e depois de subirmos a porta já estava aberta, entramos e vimos o Ruben na cozinha com o avental de volta do fogão.
- Bem, parece que o Ruben anda a tentar conquistar alguém pelo estômago. – Disse a Joana.
- Hum, quem será? – insinuou a Leonor.
Fiquei a pensar será que ela estava a referir-se á Joana? Será que ele esta na dela, e ela na dele?! Será que a Leonor quis junta-los? Será que aquilo de a levar a desabafar era para os juntar?
Eles estavam muito animados a falar no sofá, eles ficaram no meu quarto a falar… Não, não pode o Ruben não pode gostar dela….

*Esperemos que gostem
                          Manas BC*

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Capitulo 16 – A conversa



Eu sorri…
- Ela chama você de desmiolada e você sorri…
- Oh David, não percebes que eu queria que ela fosse falar com o Ruben… mas se eu disse para ela ir lá. Ela não iria. Assim já foi. – Respondi… e comecei a ajuda-lo a arrumar a cozinha.
- Desculpe a pergunta, mas porque queria que ela fosse falar com o manz?
- Para ver se ela se abre com ele, e desabafa com ele. Digamos que aquele seu sorrisinho ninguém lhe resiste. E como ele é amigo dela…
- Ah ok…
- David. Não estou a dizer que tu…
- Não, não.
- É só que como falei com o Ruben. Se der mal podes sempre tentar…
- Não se preocupe…
Continuamos a arrumar a cozinha entre brincadeiras, e palhaçadas, cocegas… e quando finalizamos o meu pensamento regressou ao Ruben. Será que ele tinha conseguido fazer a Joana falar?
Narração da Joana:
A Leonor chegou a cozinha, deixando o Ruben sozinho. Não gosto de ver ou de saber que alguém está só… como ela estava com David, fui eu fazer companhia ao Ruben.
Quando cheguei á varanda, ele estava sentado na espreguiçadeira…
- Ruben Amorim deixado sozinho em pleno apartamento do amigo… - disse brincando.
- Bem, sai uma, vem outra… Hoje estou concorrido… - respondeu-me…
Sentei-me na espreguiçadeira ao lado…
- Vê-la. Posso sempre ir-me embora?
- Eih, fica. Estava a brincar. – Disse elevando-se e olhando-me.
- Ok, eu fico. – Disse virando-me para ele.
- Joana, porque é que és assim tão mazinha com os rapazes?
- É só com jogadores de futebol do meu Benfica. – Disse brincando.
- Oh, asserio. Nem comigo és boazinha…
- Oh Ruben. Eu sou tua amiga, se fosse má para ti, não o seria.
- Mas podias ser mais simpática…
- Simpática!? Para que?
- Não sei. Podias-me tentar conquistar.
- Oh, Ruben. Tu até és bonito, mas eu não quero conquistar ninguém. Não ando á procura de nenhum namorado, nem quero nenhuma relação. Saí de Barcelos em busca de um sonho, cheguei a Lisboa e fiz dois grandes amigos. Não me faz falta nada…
- Faz falta aquele carinho especial, aquele sentimento de se ter alguém á nossa espera. Aquela vontade de estar perto dele, de o beijar...
- Ruben, sabes que nunca namorei. Nunca senti isso, e por isso não sinto falta.
- Joana, eu não acredito que não sintas falta… Toda a gente gosta de ser amada, desejada…
As lágrimas começaram a formar-se nos meus olhos, apresei-me a tentar desviar o meu pensamento para o volei… mas em vão… As lágrimas começaram a descer a minha face…
- Ruben…
- Eih, Joaninha, não é preciso chorares… - disse abraçando-me…
- Ruben, eu não vou ter isso… - disse abraçando-me a ele.
- Eih, calma… eu sei que não me conheces á muito tempo, mas podes falar comigo… eu sei que sou jogador de futebol, mas também sou pessoa e teu amigo… - disse-me…
- Podemos ir para dentro? – Perguntei. Não queria ficar mais ali, naquela varanda aberta para a cidade.
- Anda… - ele deu-me a mão e seguimos até um quarto…
Sentamo-nos na cama, o Ruben fechou a porta, e depois de me limpar as lágrimas…
- Joaninha, não chores…
Não respondi, tentei recompor-me ao máximo possível. E depois de um longo, dolorosos minutos, já estava mais calma… Abracei o Ruben…
- Obrigada… - disse.
- Obrigada? Eu ponho-te a chorar e agradeces-me?!
- Obrigada por estares aqui comigo. 
- De nada. Como já te disse além de bom jogador, sou bom amigo.
- Que convencido… - disse ainda recompondo-me.
Recordei as conversas que tive com o meu pai, e ele de certa forma transmitia-me a segurança que o meu pai me transmitia. Embora fosse uma segurança pouco duradoura sempre me sentia segura nem que fosse por meros segundos…
- Joana, isso é tudo saudades? Sabes que se quiseres podes pedir ao clube dias para ir ao norte…
- Ruben, se á coisa que isto não é, é saudades. – Disse já com os olhos a humedecerem.
- Oh princesa… Calma. Queres falar sobre isso?
- Ruben, responde com sinceridade. Achas que alguém se vai interessar por mim? – Perguntei levantando-me.
- Oh, claro que sim. Tu és linda, e és uma rapariga 5 estrelas.
- Mesmo que seja doente?
- Doente?! – proferiu imediatamente - Joana, que é que se passa? – pediu rapidamente uma resposta.
- Ruben… - disse lentamente… - Eu sou diabética…
-Ah ah ah… Tu?! Com esse corpinho?! Ah ah ah, não me digas que isto é para os apanhados?...
- Ruben… é verdade. Sou diabética tipo 2, tenho de me injectar com insulina, achas que algum rapaz no seu prefeito juízo quer uma rapariga que se injecta… - levantei-me e caminhei lentamente para a parede não o encarando
- Eih… Tem lá calminha… - proferiu ele levantando se de seguida e alcançando-me. - Tu não és drogada… Tu tens de tomar isso para teres uma vida normal…
- E um toxicodependente não tem de tomar aquela dose de droga para poder fazer a sua vida? É a mesma coisa Ruben só muda o nome da droga?
- Achas que nenhum ‘’rapaz’’ se interessará por ti só porque tens te tomar insulina? De certeza que não és a única. E também existem muitas pessoas que tem de tomar inúmeros comprimidos tu tens de tomar uma vacina… Não é por ai. Não te preocupes. – abraçou-me. – Pior tou eu… afinal acham me um poligâmico…
- Não é a mesma coisa… E também… Oh, esquece… Eu acho isso, não quer dizer que todas achem. Alguma ade ser a tua.
- Para cada panela, existe sempre um testo.
- Ui, acho melhor não irmos por ai…
Narração do Ruben:
Depois de ela ter ficado comigo na varanda começamos a falar e, em menos de nada, tinha tocado no assunto proibido. Tentei acalma-la e depois de me pedir para ir para dentro assim o fiz.
Achei estranho aquele ataque de choro de repente. Ela estava mesmo sensível. Talvez devido as saudades… Mas mal toquei nesse assunto ela disse logo que não e veio com uma história de se eu achava que alguém se iria interessar por ela. Como é que possível alguém não se interessar por ela. Ela é linda, tem um corpo de fazer inveja a muitas, não é extravagante, é simpática, não manipulável. Ela é o que qualquer homem quer…
Quando ela disse que era diabética desmanchei-me a rir, pensei que estava a pegar comigo. Mas depois dela dizer que era diabética tipo 2 lembrei me de ter visto uma reportagem sobre isso e acreditei
- Ui, acho melhor não irmos por ai. – fez uma pausa e continuou. -Ruben, és mesmo um grande amigo.
- E jogador? – Perguntei.
- Como jogador, continuo a preferir o David Luiz. 

*Esperemos que gostem
                            Manas BC*

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Capitulo 15 – O lanche…



Fiquei a olhar para ela… e ela caminhou até perto de mim e entregou-me a taça…
- Podes tirar… - disse finalmente.
Retirei um e enquanto comia pensava em como ela era linda. 
- Eu vou chama-los. – Disse ela.
- Tome cuidado… - brinquei com ela.
- Eu tapo os olhos… - ela brincou.
E seguiu o seu caminho mas voltou logo de seguida…
- Eih, Joana, aquilo era desnecessário…
- Podes querer… - completou a Leonor o raciocino do Ruben.
- Não gosto de arriscar… - disse a Joana.
- Vamos mas é comer. – Disse a Leonor sentando-se….
Nós também nos sentamos e começamos a comer… o Ruben não parava de mandar piadinhas, as quais a Joana respondia vagamente.
Começamos a ouvir música vinda da sala.
- É o meu…. Eu já volto. Desculpem… - disse a Joana levantando-se.
Saindo logo de seguida pela porta…
- Oh David, podias dar menos nas vistas… - disse o Ruben.
- Cala-te.
- David, não sei o que se passou aqui na cozinha entre vocês, mas só te digo que com Joana tens de ir com muita calma. – Disse a Leonor.
- Eih, não se passou nada. E não estou dando nas vistas, parem… - acabei por esclarecer, mentindo… e pedindo para pararem.
- Ok, ok. Eu só estava a avisar… - defendeu-se a Leonor. – Eu vou ver quem era… - disse levantando-se.
Deixando-me sozinho com o Ruben.
- Mano, eu estava a brincar. Se bem que tu e ela… - disse insinuando.
- Olha que tu e ela ali no sofá também ficavam muito bem…
- Ui, que ele esta com ciúmes de mim… Eu sei que sou mais bonito, mas também nem todas têm o mesmo gosto.
- Mau. Eu não gosto dela… Cê pode parar. – Disse da boca para fora… E depois de o dizer, o meu pensamento a procura da resposta á pergunta ‘gosto da Joana?’ Não cheguei a encontrar resposta, o Ruben acabou por falar.
- Já parei. – Disse finalmente.
Narração da Leonor:
A Joana saiu e quando a vi, calculei que tivesse ido á casa de banho. O Ruben ainda a desafiou para um jogo. Como já calculava ela não aceitou, dirigindo-se para a cozinha ajudar o David com o lanche…
- Ela não faz nada, é muito calma. – Disse o Ruben.
-As pessoas são diferentes. – Acabei por dizer…
- Lamento, mas vocês são iguais. – Disse o Ruben.
- Apesar da aparência, da personalidade, dos gostos serem iguais. Temos diferenças.
- Quais? – Perguntou logo.
- Eu não tenho medo de ti, e ela secalhar tem.
- Medo de mim? Eu nunca lhe fiz nada.
- Oh, tótó. Medo de perder… no jogo… - disse fazendo-o perceber ao que referia.
- Vamos ver quem é o melhor então…
Iniciamos novamente um jogo, ao qual eu ganhei… Devido á derrota começou a por a culpa na sua fome…
- Mas esse lanche, sai ou não sai. – Gritou o Ruben.
A Joana apareceu na porta e respondeu-lhe.
- Se achas que te despachas mais, anda tu faze-lo.
- Era só para não vos passar pela cabeça andarem ai a rebolar e não fazerem o lanche. – Tentou pica-la.
- Então, aproveita ai a Leonor e rebola um pouco para ver se o tempo passa mais rápido.
Disse desaparecendo.
- Bem, o David deve ter-lhe dado uma tampa. Respondeu-me torto. – Disse o Ruben olhando-me.
- O David dá-lhe uma tampa?! Achas que ela permitia? Não conheces a Joana.
- Então porque me respondeu assim?
- Talvez por lhe teres dado uma tampa.
- Ah? Então se lhe dei uma tampa. Para remediar, posso fazer o que ela me pediu. Assim ficava a gostar mais de mim, e perdoava-me.
- Provável – disse sem saber o que ela lhe tinha pedido.
- Lá terei de andar a rebolar contigo…
- ah ah ah. Pensas que isto é assim menino Ruben…
- Porquê, não é?
- Porque eu não sou daquelas que dizes uma piada, sorris, fazes te de bom menino, exibindo o nome de Ruben Amorim, e já esta no papo.
- Bem, vocês não devem gostar mesmo de jogadores de futebol.
- Até gostamos. De outra forma não teríamos 2 amigos a jogar no Benfica.
- Com essas acusações não parece nada.
- Ruben, nós somos vossas amigas, não temos nada a ver com as vossas aventuras e engates…
- Meninos, já podem vir comer… - interrompeu a Joana.
Nós olhamos para ela e ela estavam com as mãos á frente dos olhos... ela rodou e voltou para a cozinha…
- Olha, que fique esclarecido. Nem todos os jogadores são assim… - disse o Ruben levantando-se e seguindo para a cozinha. - Eih, Joana, aquilo era desnecessário…
- Podes querer… - completei.
- Não gosto de arriscar… - disse a Joana.
- Vamos mas é comer. – Disse.
Sentamo-nos e começamos a comer… Estava-mos a comer quando começa a soar música na sala.
- É o meu…. Eu já volto. Desculpem… - disse a Joana levantando-se. Saindo logo de seguida pela porta…
- Oh David, podias dar menos nas vistas… - disse o Ruben.
- Cala-te.
- David, não sei o que se passou aqui na cozinha entre vocês, mas só te digo que com Joana tens de ir com muita calma. – Disse apesar de saber que não se devia ter passado nada, o David olhava para ela de uma forma diferente. E apesar de tudo a Joana precisava de apoio… Talvez um amigo especial lhe fizesse bem. Talvez a fizesse ter mais auto-estima.
- Eih, não se passou nada. E não estou a dar nas vistas, parem…
- Ok, ok. Eu só estava a avisar… Eu vou ver quem era… - disse levantando-me. Pois já tinha saído a algum tempo…
Entrei na sala e ela esta á janela a falar ao telemóvel…
- Sim, está tudo bem comigo pai… Não tem que se preocupar…. O pai sabe perfeitamente que não quero nenhum namorado, se quer netos e levar alguém ao altar, fale com a sua filha mais velha… Pai, já falamos sobre isso…. Independentemente o que o pai diga, eu continua com a mesma opinião. 
- Joana – chamei interrompendo-a.
- Pai, olhe a Leonor está aqui e quer falar… - disse passando-me o telemóvel…
- Olá papá…-disse.
-‘ Olá Leonor, então esta tudo bem por ai?’
- Claro, achas que não estaria? Nós somos responsáveis.
- ‘ Imagino, imagino. E namorados ainda não trataram disso?’
- O pai está sempre a tentar despachar-nos…
- ‘ Não te esqueças que quando arranjares, quero ser dos primeiros a saber. E aproveita e arranja um amigo dele para a Joana’
- A Joana safa-se bem sozinha. E por ai como é que está tudo? – disse lançando-lhe um olhar recordando o olhar que o David colocava sobre ela, ela limitou-me a abanar a cabeça negativamente pois teria percebido o que o nosso pai teria dito, neste caso pedido.
- ‘ Está tudo igual. Com menos alegria. Faltam aqui as nossas meninas…’
- Oh papá. Nós no natal vamos aí, sim?
- ‘Oh, e já têm planos para o vosso aniversário?’
- Pai, nos só fazemos anos daqui a umas semanas. Ainda falta muito…
- ‘Não falta assim tanto tempo.’
- Pai…
- ‘ Pouco tempo… ‘
- Deixe-se disso, papá, é só mais um dia.
- ‘Filha, eu vou ter de regressar ao trabalho. Alguma coisa, liguem, ok?’
- Sim papá. Beijinhos. Gostamos muito de ti…
- ‘Eu também. Juízo.’
Desliguei.
- Parece que vou ter de te arranjar um namorado… - disse picando a Joana.
- Poupa-te ao trabalho… - respondeu-me voltando para a cozinha.
Segui-a e quando cheguei lá ela já estava a explicar o motivo da demora. Depois ela começou a arrumar e a limpar a cozinha e o David ficou a ajuda-la. Enquanto eu e o Ruben fomos até á à varanda.
- A Joana vinha um pouco irritada da sala… - disse o Ruben.
- É o meu pai. Toca sempre no assunto que no caso da Joana é proibido.
- Mas se ele sabe que é proibido não devia tocar…
- A Joana e o pai dão se bem. Quer dizer, damo-nos todos muito bem. Mas como nunca tivemos um rapaz como um amigo muito próximo, quando precisávamos de opiniões e de falar o nosso pai era sempre o sacrificado.
- E agora estão longe…
- Exacto.
- Fica sabendo que sempre que precisarem eu e o David estamos do vosso lado. Eu sei que não nos conhecem á muito, mas podem confiar. Para nós a amizade é a melhor coisa do mundo.
- O problema não sou eu. É a Joana. Quando ela precisar, ela irá se desenrascar.
- Mas tu também deves precisar…
- Eu tenho a Joana, que me pode ajudar. No caso dela é que por mais que eu tente ajudar não consigo.
- Será que eu consegui-a ajuda-la?
- Não sei, mas podes tentar… Vou ver se o David quer a minha companhia… - levantei-me e fui até á cozinha… - Então os meninos andam ocupados ou posso interromper.
- Entra lá, afinal se tivéssemos ocupados já tinhas interrompido… - disse a Joana.
O David ficou a olha-la…
- O Ruben? – Perguntou o David.
- Está no jardim… - respondi muito calmamente.
- Tu abandonas te o moço assim? – Perguntou logo a Joana.
- Não o abandonei. Deixei-o lá. – Respondi muito calmamente.
- Eu vou ter com o Ruben. David ficas entregue á desmiolada da minha irmã mais velha.- Disse ela saindo.

*Esperemos que gostem
                           Manas BC*